Grande Rio ganha com Exu e negritude domina o desfile das campeãs

Grande Rio ganha com Exu e negritude domina o desfile das campeãs

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Redação – redacao@negrxs50mais.com.br

Com o enredo que apresenta o orixá EXU a Grande Rio foi a campeã do carnaval do Rio de Janeiro 2022. No próximo sábado a negritude domina o desfile das campeãs. Entre as seis escolas de samba que voltam à Sapucaí no dia 30, cinco têm enredos que valorizam temas negros. São os casos da vice Beija Flor; da terceira colocada Vila Isabel; da quinta, Portela e da sexta, Salgueiro. A exceção foi a Viradouro, que chegou em quarto lugar e trata da epidemia de gripe de 1919.

Grande Rio

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Grande Rio

A Grande Rio, escola do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, apresentou o enredo “Fala, Majeté! Sete chaves de Exu” – que levou para a Sapucaí sua abordagem sobre a divindade africana e entidade afro-brasileira das religiões de matriz africana. A criação foi dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora e o samba reuniu Gustavo Clarão, Arlindinho Cruz, Jr. Fragga, Cláudio Mattos, Thiago Meiners e Igor Leal.

Beija Flor

A Beija Flor chegou em segundo com o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor” – no qual fala sobre a história preta e o racismo. A composição coletiva é de Beto Nega, Diego Rosa, J. Velloso, Léo do Piso, Júlio Assis e Manolo.

Vila Isabel

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Martinho da Vila – Vila Isabel

A Vila Isabel homenageou seu principal componente, o sambista Martinho da Vila; com o enredo: “Canta, canta minha gente! A Vila é de Martinho!” criado por Evandro Bocão, André Diniz, Dudu Nobre, Professor Wladimir, Marcelo Valença, Leno Dias e Mauro Speranza.

Portela

A Portela contou a história e a importância do Baobá, com o enredo “Igi Osè Baobá”; autoria dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage. A música retrata a simbologia dos baobás, árvores gigantescas e milenares originárias da África. A composição coletiva de André do Posto 7, Bira, Edmar Jr., Paulo Borges, Rafael Gigante, Vinicius Ferreiro e Wanderley Monteiro.

Salgueiro

O sexto, Salgueiro apresentou a resistência cultural preta, com enredo “Resistência”  enredo desenvolvido pela professora Helena Theodoro com o carnavalesco Alex de Souza. Destacou  locais do Rio de Janeiro marcados pela cultura negra. Assinam o samba Demá Chagas, Joana Rocha, Gladiador,  Leonardo Gallo, Pedrinho da Flor, Renato Galante e Zeca do Cavaco.

Viradouro, a exceção

A exceção do grupo de sábado é a Viradouro com o  enredo “Não há tristeza que possa suportar tanta alegria”, que trata do sentimento dos cariocas no carnaval de 1919, o primeiro pós pandemia da gripe espanhola. Os carnavalescos são Marcus Ferreira, Tarcísio Zanon e o samba de Ademir Ribeiro, Devid Gonçalves Fábio Borges, Felipe Filósofo, Lucas Marques e Porkinho.

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Vila Isabel

Tuiuti, Mangueira e Mocidade, também têm enredos com temáticas negras

A Mangueira homenageou seus mestres Cartola, Jamelão e Delegado, com o enredo: “Angenor, José e Laurindo”.  A composição coletiva é assinada por Moacyr Luz, Pedro Terra, Bruno Souza e Leandro Almeida.

A Tuiuti exibiu “Ka Ríba Tí Ÿe – Que Nossos Caminhos Se Abram”, enredo cujo samba evoca personagens como Nelson Mandela e Zumbi, as contribuições de figuras negras para a humanidade e o futuro da negritude.

Grande Rio

A Mocidade Independente de Padre Miguel chegou à Sapucaí com o enredo “Oxóssi é caçador de uma flecha só”, que aborda o batuque ao caçador e a mata, lugar do orixá padroeiro da escola. O toque africano do agueré, que faz parte das celebrações, é trazido para o carnaval da escola. O samba é de Cabeça do Ajax,  Carlinhos Brown, Diego Nicolau, Gigi Da Estiva, J.J. Santos, Nattan Lopes, Orlando Ambrosio e Richard Valença.

Imagens: reproduções TV Globo/Globoplay

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